Amores platônicos de metrô

segunda-feira, agosto 19, 2013

Costumo me apaixonar platonicamente por pessoas aleatórias estilosas no metrô.
Como aquele menino no lado posto do vagão, de cabelos escuros com leves ondas e ligeiramente bagunçados batendo acima da altura de seus ombros. 
Eu olho para suas tatuagens expostas ao longo de seus braços e para sua camiseta xadrez. Ele olha pros meus cabelos alaranjados parcialmente cobertos por minha boina azul e para minha camiseta da banda AC/DC.
Ele repara no meu copo da Starbucks e sorri. Eu reparo no livro que ele segura, Pulp (Bukowski!), e sorrio de volta.
E acontece aquela troca magnética de olhares e uma conexão mental incrível por uns breves minutos, até algum de nós dois descer em alguma estação. 
E tudo o que sobra é aquele sentimento de “foi bom enquanto durou”.

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